Posts com a Tag ‘divagações’

eu brigo com ‘a moda’ todos os santos dias….

eu discordo dela, me canso de suas facetas sempre tão meticulosamente pensadas e intencionadas e me afasto correndo quando percebo que cheguei perto demais.

é um enorme sentimento de ‘falta’ junto à outro tanto de ‘excesso’… somatória desequilibrada, a qual me resulta num absoluto nada.

a originalidade foi-se há tempos e a ânsia de todos, hoje, tem sido a busca pelo previamente estabelecido, pelo que representa algo de conveniente e ideal por tudo aquilo que seja identificável e notável, independente de ser natural e, muito menos, verdadeiro.

e nada me desagrada mais do que o artificial, o limitado…

em oposição ao que me encanta, a moda peca pela profunda falta de estímulo ao auto-conhecimento, aceitação e amor próprio. ela provoca, sorrateiramente, um culto exarcebado ao ego, uma aura fictícia e moldada, a única absolutamente funcional ao seu redor.

nunca foi isso o que busquei, o que me traduziu ou motivou…. talvez a hipnose não tenha servido para mim – fato que justifica plenamente esta minha relação conturbada com o universo pertencente ao que pretendi estudar e trabalhar.

e aí que este relato veio (da maneira mais natural possível) reacender este blog, o qual, assim como sua dona, encontra-se sem muito norte, vagando por aí.

por sorte, ainda conseguirei tratar do assunto sob a perspectiva de um universo existente à parte – no qual a moda venha como ferramenta e não como way of life.

vamos ver… ♥

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às 12:42 - 6 Comentários »

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adorei o look que a blogueira Chiara do The Blond Salad postou há alguns dias atrás – e gostei mais ainda por ele ter um conjunto que me fez parar para pensar!

achei realmente interessante eu ter gostado dele mesmo havendo alguns detalhes os quais eu costumo torcer o nariz para – o que prova que o conjunto é que importa ;D

cinto + sapatos combinandinho, na maioria dos casos, fica muito óbvio, enquanto ambos os acessórios são sempre ótimos/funcionais para quebrar o look e adicionar personalidade ao mesmo – mas, né? quando outras peças fazem a vez disso, a gente equilibra o resto de outras formas e,…. tudo bem!

a própria estampa de bicho tem me cansado um pouco… (já tá over, né? acho que a mesma tem saído dos detalhes e sido usada de forma over pela grande maioria das pessoas que a tem aderido – daí vem meu bode – sem contar que, nesta estação, todas as marcas têm a sua versão mais-do-mesmo), mas reforço: tudo depende do todo.

este estilo de bolsa-carteira-maxi, que me parece ser a coisa mais insuportável de carregar na face da terra – juro meninas, ela me dá muita aflição, rs! – sinceramente? eu acho uma das maiores forçações de barra dos últimos tempos – aquela tendência que você sabe que não vai perdurar; mas reforço parte 2: minha opinião.

o grande triunfo de tudo foi, obviamente, a camisa jeans com os ombros recortados, modelagem que tem aparecido aos montes por aí! aliás, apareceu uma reportagem falando destes novos recortes no Petiscos, confiram aqui ;]

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um programa americano chamado “Toddlers&Tiaras” retrata o bizarro mundo dos concursos de beleza infantis e todas as babaquices que as crianças são expostas e submetidas, 99% das vezes, pelos seus próprios pais…

elas são julgadas por suas ‘belezas’ (sempre emperequetadas de cílios fakes, muita maquiagem, muito laquê, unhas pintadas e forçação de barra), personalidade e looks; como recompensa, há o prêmio, algum dinheiro e a satisfação dos pais em conseguir provar que têm a/o criança mais ‘bonita’ de todas – alguém avisa?

há um tempo foi ao ar o vídeo de uma menininha de apenas 5 anos de idade em desesperos pela dor de ter, obrigada pela mãe, suas sobrancelhas depiladas com cera.

eu fico imaginando o tipo de ser humano que esses pais estão criando… a irresponsabilidade dos mesmos e o comprometimento com um bem estar psicológico e emocional de suas crianças no futuro!

é o mesmíssimo tipo de preocupação que tenho quando me deparo com meninas muito novinhas extremamente obcecadas por beleza, completamente inseguras e preocupadas apenas e somente com o quesito imagem.

em protesto, deixo o vídeo abaixo_

e também porque ninguém tem o direito de arruinar o que a criança tem de mais maravilhoso: a sua própria infância.

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19 de janeiro de 2011

acessório: tatuagem

a Chanel lançou a moda das tatuagens fakes (copiada dos brindes de salgadinhos) e muita gente gostou – *eu, particularmente, até encaro a de henna por ser algo mais artístico e tal…, mas essas ‘de colar’, acho péssimo… mas isso é oq eu acho, tá? como sempre, ninguém precisa concordar ;]

e não é que o negócio se popularizou tanto que até surgiu um questionamento quanto ao novo papel das fakes tattoos:
elas passaram a funcionar como um acessório qualquer?

os desenhos abaixo são da marca britânica inkwear e são vendidos online (sim, eles entregam para o mundo inteiro).


*set inspirado no incrível Banksy, rs

e aí, meninas, rola ou não rola? ;***

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ontem, ao ler esta matéria do Estadão que criticava o uso de peles de raposa, cabras, coelhos e chinchilas nas roupas desfiladas pelos primeiros estilistas a se apresentarem no Fashion Business (a feira de negócios do Fashion Rio), fui correndo atrás dos maiores sites e blogs de moda para verificar o que tem sido dito por aí sobre o assunto – precisava conferir quem mais havia se revoltado e decepcionado tanto quanto eu.

afinal de contas, meninas, eu estou falando de nomes como Carlos Miele, Patrícia Vieira e Victor Dzenk, estilistas renomados e muitíssimo importantes que têm apostado numa nova tendência (argh) para o inverno 2011 brasileiro: peles de animais.

perguntem se achei algum site/blog refletindo sobre o assunto? não, não achei.


*look de Carlos Miele

confesso que estou um pouco assustada com tal omissão da mídia online – e até me perguntando se estou sendo chata e politicamente correta demais com este assunto (caso exista ‘exagero’ para assuntos como esses).

não, eu nunca fui a favor do uso de peles de animais verdadeiras na moda, muitíssimo menos nos dias de hoje; é mais que sabido que temos tecnologia de sobra para o desenvolvimento de materiais sintéticos que imitam peles perfeitamente, ou seja, tecnologia suficiente para não comprometer em nada o design proposto pelo estilista e, muito menos (e principalmente), a matança abusiva, os maus-tratos e o tráfico de animais indefesos…


*look de Patrícia Vieira e de Victor Dzenck

então eu me perguntou – e pergunto à vocês: o que justifica o uso de peles verdadeiras de animais para fins estéticos, sendo que muitos deles têm suas peles retiradas enquanto agonizam (ou seja, ainda vivos)?

e quem poderia esperar, em plena temporada de moda carioca, conferir peças tão particulares e jamais necessárias em solos tropicais, criadas especificamente para nós, brasileiros? (lembremos que poucos destes estilistas exportam suas coleções e, quando o fazem, é numa escala muito menor se comparada com as vendas em território nacional).

tem algo de muito errado neste cenário, não tem?

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17 de novembro de 2010

o senso-comum e as pochetes

não adianta, todo ser humano que se preze é muito influenciável, né? tanto consciente quanto inconscientementenormal, ninguém precisa se sentir mal em relação à isso (afinal, com certeza deve haver alguma teoria darwinista que explique exatamente o porque de sermos – absolutamente todos – assim, rs!).

a gente só tem que se ligar e notar até qual ponto estamos abrindo mão do nosso próprio senso-crítico e das nossas verdades para aderir ao senso-comum, à maioria ou àquilo que foi ditado

quando eu fiz este blog, o fiz pensando nas meninas reais que gostam de moda, beleza e afins, mas não trabalham com isso e/ou respiram isso e apenas isso, sabem? fiz para compartilhar com vocês um olhar de “gente como a gente”, realista e totalmente paralelo à tudo que o ‘senso-comum’ discursa ;]

enfim, essa introdução foi mais para dar um toque, sabe? meio que complementando aquele post que fiz sobre as clogs e o porque que passei a gostar delas – depois de muito odiar, rs!

e também serviu de introdução para a minha tentativa de quebra de paradigma quanto às pochetes, uhuuuu!!! porque hoje em dia elas têm aparecido muito mais como ‘cintos’ do que como aquelas velhas pochetes em si – vamos conhecê-las antes de desejarem matar a blogueira aqui?

*as fotos aumentam!

as acima são da Animale! as texturas, os materiais e as cores são incríveis e fazem toda a diferença, hammm?

abaixo, um exemplo clássico de como, de repente, elas viraram “belt-bags”_


já o modelo abaixo tem mais cara de pochete mesmo, né?


mais estilizadas!

e, abaixo, de uma coleção antiga da Cori! chique.

óbvio que vocês podem continuar odiando pochetes – o objetivo não era fazer ninguém passar a gostar – mas a idéia é ‘dar uma chance’ às certas coisas que, graças a criatividade, têm se mutado bastantão por aí, merecendo novos olhares – o que é ótimo, né? ;D muac

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10 de novembro de 2010

as crianças lindas da Free People

meninas, eu já critiquei um tanto algumas relações dentre crianças e moda estabelecidas por aí  aqui pelo blog, né? mas hoje, felizmente, eu vi algo fofo e muito bem feito em relação à elas!

não é novidade nenhuma que sou apaixonada pela Free People, uma marca muito bem resolvida e com um estilo único (que nem faz muito o meu estilo, longe disso, mas ela é tão bacanuda e tem sempre uns calçados tão maravilhosos e diferentes, que virei mega-fã, rs)! e hoje, eu descobri a sua linha voltada para crianças chamada wee people e fiquei impressionada com a fidelidade do estilo característico da marca + a adaptação do styling para o público infantil!

o que é esta calça boca de sino fofa de morrer??? e o vestidinho roxo abaixo?

porque dá gosto se deparar com algo tão diferente e não-apelativo para este público! e que delícia que é descobrir coisas legais assim, né?

vocês gostaram? o que acharam?

***comentem meninassss, estou sentindo muita falta de vocês por aqui (*é vingança devido meu período turístico e ausente dos últimos meses? rs ;p )

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