eu brigo com ‘a moda’ todos os santos dias….
eu discordo dela, me canso de suas facetas sempre tão meticulosamente pensadas e intencionadas e me afasto correndo quando percebo que cheguei perto demais.
é um enorme sentimento de ‘falta’ junto à outro tanto de ‘excesso’… somatória desequilibrada, a qual me resulta num absoluto nada.
a originalidade foi-se há tempos e a ânsia de todos, hoje, tem sido a busca pelo previamente estabelecido, pelo que representa algo de conveniente e ideal por tudo aquilo que seja identificável e notável, independente de ser natural e, muito menos, verdadeiro.
e nada me desagrada mais do que o artificial, o limitado…
em oposição ao que me encanta, a moda peca pela profunda falta de estímulo ao auto-conhecimento, aceitação e amor próprio. ela provoca, sorrateiramente, um culto exarcebado ao ego, uma aura fictícia e moldada, a única absolutamente funcional ao seu redor.
nunca foi isso o que busquei, o que me traduziu ou motivou…. talvez a hipnose não tenha servido para mim – fato que justifica plenamente esta minha relação conturbada com o universo pertencente ao que pretendi estudar e trabalhar.
e aí que este relato veio (da maneira mais natural possível) reacender este blog, o qual, assim como sua dona, encontra-se sem muito norte, vagando por aí.
por sorte, ainda conseguirei tratar do assunto sob a perspectiva de um universo existente à parte – no qual a moda venha como ferramenta e não como way of life.
vamos ver… ♥